Amor

Família

Tudo o que precisamos está em nós.

Já estava há muito tempo para partilhar estas fotografias mas achei que esta seria a melhor altura.

Andamos num corropio de dias o ano inteiro. Chega a altura do Natal e o tempo parece que estica e encolhe. O dia 1 de Dezembro parece muito afastado do dia 24. No dia 23 queixamo-nos que o tempo passou a voar e corremos o risco de não comprar os chocolates para a prima afastada que afinal também vem para o Natal. Em Outubro já se viam estrelinhas douradas e vermelhas pelos corredores do hipermercado (não sei, se calhar são reminiscências do ano passado).  Em Novembro já se assobiava o Jingle Bells. 


Não estou a falar mal do Natal. Só estou a dizer o que todos acabamos por dizer ou sentir.  Só estou a querer ressuscitar a magia. Só estou a pensar para mim, convosco a ler.

Todos fazemos parte da gente que vai ao hipermercado e que faz esvaziar num instante a prateleira da farinha, da canela, do açúcar e do óleo que vai encharcar as rabanadas e os sonhos. Todos fazemos parte da multidão que se engrossa nos centros comerciais ou no comércio tradicional (no seu auge anual de vendas). Não há culpas aqui, só espero é que todos se sentem à mesa da ceia com o coração cheio e que saiam da mesa com o coração a abarrotar.

Escolhi as imagens do Noah e da sua bonita família para ilustrar esta reflexão porque este menino de olhos grandes transmitiu-me boas emoções.
Enquanto fotografava a sua família, o tempo parava naquele jardim. Foi como um retorno à calma e ao antigamente. Lembrei-me de mim e da minha irmã, quando também éramos crianças. Lembrei-me do meu irmão. Lembrei-me daquilo que se sente quando ainda se tem o corpo pequeno e cabe inteiro no abraço protector dos  nossos pais.

Que bom que será para o Noah adulto encontrar estas fotografias e tornar nítido o passeio pelo jardim. Que estes momentos sejam recordados muitas vezes e em muitos Natais. 

 

 

 

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