Existir em fotografias

Portrait

Não posso andar por aí a dizer a todas as minhas amigas e clientes que é importante ter fotografias bonitas de nós mesmas sem eu própria ter as minhas.
As fotografias de telemóvel e aquelas que se tiram nas férias e nas festas não contam. Todas nós sabemos muito bem que se perdem num recanto digital por aí.

Devemos celebrar todas as idades… registar a imagem de quando tínhamos 20, 30, 40, 50, 60, 70, 80, 100…

Hoje tenho 33. Já passei por muitas fases na minha vida e posso dizer que esta fase está  a ser maravilhosa.
A minha mãe e outras mulheres do meu círculo bem me diziam, que depois dos 30 a vida é outra, ficamos livres de muitas emoções e sentimentos próprios da  adolescência (e por vezes em jovens adultas).

Quando tinha 25 o meu avô ofereceu-me um vestido lindíssimo para eu usar numa ocasião muito especial: Era um dia importante para mim (pelo menos assim pensava na altura). Mas, este dia, para o qual me preparei ao detalhe dos pés ao coração, não foi um dia lá muito alegre, aliás, foi um dia triste. Irei sempre recordar aquele  nó na garganta e o sentimento de solidão. Às vezes estamos com pessoas, mas estamos sós. Nunca vos aconteceu?
Muitas histórias de amor têm destas coisas: Travos ora doces, ora amargos…
Também me lembro da sensação de desconforto que o vestido me causava –  Não me assentava bem no peito.

Eu só queria brilhar naquele vestido!
Mas todas sabemos que o vestido por si só não faz milagres: É preciso que nos encham o coração! E é preciso que nos deixem encher o coração, com coisas boas, está claro!

Tudo isto para dizer que agora esse tal vestido me assenta na perfeição, no peito e no corpo. Tenho o coração a abarrotar! E a pessoa que me tirou estas bonitas fotografias é a responsável por isso. Esta sou eu, com 33!

 

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